sexta-feira, 14 de maio de 2010

Que jogo, meus amigos!

Pitter Ellwanger

Foi o jogo do ano, sem dúvida!
Grêmio e Santos deram um show de futebol, com tudo que tem direito: muitos gols, belas jogadas, grandes defesas e lances geniais. Sem contar a virada eletrizante do Tricolor, que em apenas 20 minutos fez quatro gols e venceu por 4 a 3.
Sob a ótica de quem aprecia o esporte, foi um jogaço como há tempos não se via. Um verdadeiro espetáculo! Mas o torcedor gremista, que saiu de alma lavada com a reação da equipe, sabe que os três gols do Santos no Olímpico exigem outra atuação histórica e heróica na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.
O Grêmio foi sensacional. Ponto! Mas aquele terceiro gol do Robinho pode ter sido fatal. Ao Santos, uma vitória simples basta para chegar na final da Copa do Brasil. E os “Meninos da Vila” marcam gols em todos os jogos. O detalhe é que o Grêmio também vem marcando muitos gols, e a promessa é de outro grande jogo na próxima semana. O técnico Silas só não pode querer armar uma retranca para jogar pelo empate. Tem que entrar em campo para ganhar, pois só assim terá chance de chegar na decisão.

Em quem apostar?
Não sei! É outro jogo imprevisível!

Apesar da vitória gremista, o clima de favoritismo é todo do Santos, que terá a volta de Neymar. Olhando assim, parece quase impossível segurar a máquina santista na Vila Belmiro.
Mas é bom lembrar que o Tricolor é IMORTAL...


Vitória no final

Em um jogo encardido, como se previa, o Inter conseguiu a vantagem sobre o Estudiantes nos minutos finais. Foi 1 a 0, pode parecer pouco, mas é uma vitória sem tomar gols em casa, e mesmo perdendo por um de diferença na semana que vem, o Inter no mínino disputará a vaga nos pênaltis. E pelo o que a equipe apresentou ontem, dá para dizer que ficou de bom tamanho.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O Gauchão é Tricolor!

Pitter Ellwanger

Como escreveu o David Coimbra na Zero Hora de segunda-feira, ficou um “mas” na conquista do Gauchão.
É claro que eu preferia ser campeão com uma grande vitória sobre o nosso co-irmão, mas... como diria um amigo meu, “o que importa é o que interessa”, e o que importa neste caso - e que vai ficar na história - é o Grêmio Campeão Gaúcho 2010.
Aos colorados, resta o consolo de mais uma “Tríplice Coroa” (VICE da Copa do Brasil, VICE do Brasileirão e VICE do Gauchão).

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Brincadeiras à parte, o título do Grêmio foi merecido.
A equipe está encorpando e já pode sonhar com algo melhor na Copa do Brasil e quem sabe no Brasileirão
Já o futuro do Inter vai depender de quinta-feira. Uma boa vitória pode embalar - mas não enganar - os colorados, enquanto que a eliminação vai antecipar uma reformulação geral.

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Essa do São Paulo querer o Silas comprova que o tricolor paulista é o clube mais SEM ÉTICA e SEM MORAL do Brasil!!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

É cedo para festejar...

Pitter Ellwanger

A vitória do Grêmio foi incontestável! O grande Tricolor dobrou o “poderoso” Internacional em pleno Beira Rio. É certo que ninguém ganha de véspera, ainda mais no futebol, mas o Gauchão está no papo. Só uma tragédia pode tirar o título do Olímpico.
Porém, é cedo para festejar. Digo isso em relação ao time do Grêmio, que na quinta-feira encara um Fluminense motivado pela chegada de Muricy Ramalho. A equipe de Silas - e o próprio treinador - foi bem no Gre-Nal. Não dá para tirar o mérito. Mas o Grêmio repetiu defeitos que poderiam custar caro. No final do primeiro tempo, o time se retraiu e chamou o Inter para o seu campo, assim como já havia acontecido contra o Avaí.
É bem verdade que na etapa final o Grêmio foi muito superior, mas isso só aconteceu depois do intervalo. E a equipe tem que entrar ligada desde o começo, não pode esperar sempre pelo fim do primeiro tempo. Eu reconheço que o Grêmio de domingo foi um novo time, que merece crédito. Mas tudo dependerá dos próximos três jogos - os dois contra o Fluminense, pela Copa do Brasil, e o segundo Gre-Nal do dia 2 no Estádio Olímpico.
Já o Inter terá de superar o abalo da derrota no Gre-Nal para não sucumbir na Libertadores. Na quarta-feira, a equipe começa uma decisão de 180 minutos contra o Banfield que pode valer a temporada para os colorados. E é importante concentrar forças principalmente neste primeiro jogo, na Argentina, para não ficar na obrigação de reverter um resultado ruim no Beira Rio.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Não vai a lugar nenhum!

Pitter Ellwanger

Quem dá opinião se arrisca, ainda mais no futebol, em que não existem verdades definitivas.
A suposta evolução gremista naquela sequência de 15 vitórias consecutivas não passou de uma “ilusão de Gauchão”.
A classificação sobre o Avaí na Copa do Brasil escancarou uma dura realidade para a torcida tricolor. Do jeito que está, o time não vai a lugar nenhum. No primeiro adversário um pouco mais forte, o Grêmio contou com a ajuda da arbitragem para vencer em casa, e ontem à noite, na Ressacada, repetiu aquelas atuações bisonhas longe do Olímpico, lembrando o Brasileirão do ano passado, quando só venceu um jogo fora de casa. E olha que, apesar de estar na Série A, o Avaí não é “clube grande”.
Pela folha salarial que ostenta, o Grêmio ainda está devendo - e muito! Silas parece que não se encaixou na grandeza do clube; é técnico de time pequeno. O Grêmio não tem jogada ensaiada, a defesa toma gols com muita facilidade e o meio-campo não está ajustado. Ferdinando e Fábio Santos mostraram mais uma vez que são fracos. Contrariando sua história, o Grêmio virou um time sem pegada, sem força moral; muito apático!
Agora, vem o Gre-Nal. E se perder o Gauchão e mais adiante cair fora da Copa do Brasil, o Grêmio repetirá sua sina nos últimos anos: vai trocar de técnico no início do Brasileirão e amargar mais uma temporada sem títulos. Espero estar enganado...

terça-feira, 6 de abril de 2010

No embalo do The Guritles


Pitter Ellwanger

Depois de um mês longe do blog, volto com o Grêmio em grande fase e o Inter buscando afirmação.
É verdade que nenhum dos dois teve um "teste de fogo" até agora. Por enquanto, foi só "comidinha light". Mas é preciso reconhecer a evolução do time gremista, principalmente.
O técnico Silas, que já foi muito contestado em apenas três meses de trabalho, começa a despertar paixões. Eu sei que uma ou duas derrotas mais adiante, na final do Gauchão ou no início do Brasileirão, podem ressuscitar a ira da torcida. Afinal, futebol é paixão, e o torcedor é "99,9%" passional.
É fato, porém, que o Grêmio cresceu como conjunto e estabeleceu um padrão de jogo que já permite aos gremistas sonhar. Tudo, é bom que se diga - e com o perdão do trocadilho -, com base nas categorias de base. E isso também é mérito do treinador, que deu tempo ao tempo e vem acertando na hora dos garotos.
Já o Inter, apesar de ter um grupo mais qualificado que o rival, ainda busca uma identidade em 2010. E por incrível que pareça, pode encontrar a melhor forma de jogar apostando nas categorias de base, como vem fazendo o Grêmio.
Walter entrou no time para não sair mais. Ele ainda carece de uma grande atuação, mas notadamente deu outro ânimo à equipe, tendo a iniciativa da jogada pessoal. Taison, quem sabe, pode seguir o mesmo rumo, e curiosamente também depois de um ato de rebeldia - guardadas as devidas proporções, é claro!

Vale a pena conferir...
Agora, é esperar para ver o que acontece e torcer para que o futebol gaúcho siga no embalo do The Guritles. Para quem não conhece, vale a pena conferir esse clipe do Canto Alegretense em versão Beatles, com a turma do Guri de Uruguaiana. Nota 10!

Clique no título da coluna ou acesse
http://www.youtube.com/watch?v=wT0urv44dzk

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um futuro nebuloso...

Pitter Ellwanger

Parece que só o Silas não vê... Ou faz de conta que não vê!
Talvez, o pior de tudo: ele acredita mesmo nas próprias palavras, na tal “evolução” da equipe no Gauchão e no “crescimento” de jogadores como Ferdinando. Já passaram dois meses do início da temporada e o Grêmio ainda não tem esboço de time, de conjunto. Aquilo que Silas vê como evolução, aos olhos da torcida e dos críticos é justamente o contrário. Parece que o Grêmio regrediu desde o início do campeonato estadual. E olha que o Gauchão não pode servir de parâmetro, certo?!
A situação vivida pelo Tricolor é paradoxal.
É preciso reconhecer que a direção contratou bem, apesar de perder jogadores importantes. Por outro lado, nunca pairou como agora uma indefinição tão grande quanto a forma de jogar da equipe. O sistema do Grêmio é falho, principalmente em razão das escolhas equivocadas do técnico. A insistência em Ferdinando e Fábio Rochemback começa a irritar. Silas ainda não sabe o que quer. Pior: talvez não esteja a altura da função.
Falta a direção entrar no vestiário e pressionar o treinador. Quem manda no futebol do Grêmio não pode se omitir, como aconteceu com Celso Roth. O fim da história a gente já sabe: um ou dois tropeços adiante e a situação ficará insustentável, obrigando o clube a recomeçar do zero, como tem sido rotina nos últimos anos. Quero acreditar que Silas esteja tentando maquiar a realidade para preservar seu grupo de jogadores. Mas é preciso agir a tempo, ou será mais um ano perdido.
Que os santos abençoem o Grêmio...
Mas não o “Santos” de Robinho, Neymar e Cia. Esse eu não quero que cruze o caminho do Grêmio tão cedo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O que ficou do Gre-Nal

Pitter Ellwanger

Jorge Fossati tinha razão. O Inter está realmente um degrau acima do maior rival. Apesar de muitas vezes consagrar o imponderável, é preciso admitir que o futebol obedece certa lógica cartesiana. Prova disso é que dos últimos cinco clássicos, o Inter venceu quatro e o Grêmio só um. A recente superioridade colorada é inquestionável. Mas o que fica deste primeiro Gre-Nal?
O Inter parece estar no caminho certo. O Gauchão até pode maquiar a realidade, mas os colorados não tem porque duvidar da evolução da sua equipe, que mantém a base sólida das últimas temporadas. A exigência da Libertadores é infinitamente maior, principalmente no confronto com os clubes brasileiros. É bom lembrar, no entanto, que em 2006 o time de Abel Braga também estava longe de ser favorito. A consagração veio no decorrer dos jogos. Detalhe: quando era favorito em 2007, caiu na 1ª fase.
Além disso, Jorge Fossati já mostrou que tem competência e estrela. A convicção talvez seja sua maior virtude. O novo técnico colorado expõe com clareza suas ideias sobre futebol e dispõe de um grupo de jogadores afinado com sua proposta de trabalho. Ou seja, o caminho parece muito bem traçado.
Já o Grêmio, repetindo sua história recente, passa por um processo de reformulação a cada início de temporada. A direção agiu bem, contratou rápido, trouxe reforços interessantes, mas não teve como evitar a perda de jogadores da base montada no ano passado, como Maxi López, Réver e Douglas Costa. E isso, querendo ou não, dificulta a sequência do trabalho, pois exige uma readaptação, com a experimentação de novas alternativas.
O técnico Silas já mostrou que tem competência, mas deve lembrar que o Grêmio não é o Avaí. A diferença para um grande clube não é apenas estrutural. O desenvolvimento de um bom trabalho passa pela definição do esquema tático. Essa história de montar a equipe de acordo com o adversário não funciona. E talvez aí resida o maior pecado de Silas até agora.
Apesar de não ter ido mal no Gre-Nal, o Grêmio ainda parece sem rumo. Neste aspecto, mesmo sendo uma notícia ruim, a lesão de Souza pode acabar facilitando a vida do treinador.