segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vitória mais do que justa

Pitter Ellwanger

Como era de se esperar, o Internacional sentiu mais o baque pela eliminação na Libertadores da América, enquanto que o Grêmio, surpreendentemente, talvez tenha feito sua melhor atuação na temporada. Foi um Gre-Nal aberto, com várias situações de gol, principalmente no primeiro tempo. A vitória tricolor foi mais do que justa e a diferença de apenas um gol saiu barato para o Inter.


Depois deste clássico, pairam duas questões:
1) Por que Renato não escalou Leandro e Escudero no Gre-Nal anterior e na partida pela Libertadores no Chile?
Leandro infernizou a defesa colorada com dribles desconcertantes. Foi um dos nomes do clássico ao lado do predestinado Junior Viçosa. O garoto é a maior esperança gremista para o restante da temporada. Já Escudero – expulso injustamente, diga-se de passagem – mostrou que tem condições de completar o meio-campo na ausência de Lúcio e fazer Renato desistir da ideia maluca de atuar com três volantes.
2) O que está acontecendo no vestiário colorado?
Não é apenas o segundo gol relâmpago em dois jogos que levanta dúvidas sobre o ambiente no vestiário colorado. O que se viu no segundo tempo foi um Inter medíocre, desinteressado, com jogadores como D’Alessandro dando a impressão de “corpo mole”. Ninguém discute a superioridade gremista no clássico de ontem, com Fábio Rochemback dando uma aula de futebol. Mas que algo estranho está acontecendo no Beira Rio, isso está!


O que fica do Gre-Nal, então?
Nada está decidido, mas o favoritismo agora é do Grêmio.
A vitória e a boa atuação não podem mascarar um problema ainda latente: a fragilidade defensiva! Nisso, aliás, Grêmio e Inter combinam. As duas defesas comprometem com frequência, o que coloca a contratação de zagueiros como necessidade urgente no Olímpico e no Beira Rio. A vantagem gremista está “debaixo dos paus”, como se diz. Marcelo Grohe vem substituindo Victor com grandes atuações, enquanto que Renan segue vacilante.
Para não fazer feio no Brasileirão, as direções terão de contratar!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Lógica de um lado, surpresa do outro

Pitter Ellwanger


Ninguém esperava a derrota do Inter.
A eliminação do Grêmio era questão de tempo.
De um lado, a lógica. Do outro, a surpresa!
Agora, tudo é Gauchão, e o “cafezinho” virou o “banquete” do primeiro semestre para a dupla Gre-Nal.
Combalido por lesões em excesso e pela falta de um plantel mais qualificado, na teoria o Grêmio entra em desvantagem. Mas o fator anímico pós-Libertadores tem maior peso no lado colorado. O Inter era franco-favorito contra o Peñarol, enquanto que os gremistas já demonstravam certo conformismo com a eliminação para o Universidad Católica depois da derrota em casa.
Ou seja: 0 a 0! Grêmio e Inter “morreram abraçados” e vão tratar de lamber as feridas em dois clássicos com cara de velório.

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Dos cinco brasileiros na fase de grupos da Libertadores 2011, quatro deram adeus à competição nas oitavas-de-final.
A derrota do Cruzeiro, que havia vencido seis dos sete jogos, marcado 20 gols e sofrido apenas três, foi a mais surpreendente, provando que no futebol “o jogo só acaba quando termina”.
O Santos escapou por pouco. Tem grandes jogadores, mas ainda oscila muito. Não sei se tem bala na agulha para ser campeão, ainda mais com o Muricy, que só ganha Campeonato Brasileiro.

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Falando em técnico...
Queria ter visto a cara do Celso Roth ontem, depois dos jogos da dupla Gre-Nal. Parece que foi internado com dor nas costelas!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sem Gre-Nal na Libertadores

Pitter Ellwanger

Paulo Sant’Ana escreveu dias atrás que a droga da esperança ilude e mata. No caso do futebol, é alimentada pela paixão, que cega o amante e distorce sua noção de realidade.
Quem é capaz de acreditar na classificação do Grêmio à próxima fase da Libertadores, jogando fora de casa e precisando reverter um resultado negativo? Pior, com um grupo em frangalhos, repleto de desfalques, tendo que fazer no mínimo dois gols e não levar nenhum? Mais improvável ainda, contra um adversário motivado e sem ter no retrospecto recente uma grande atuação?
Só o apaixonado torcedor gremista para acreditar!
Sob o ponto de vista da magia do futebol, tudo é possível. O cenário, porém, não pode ser mais desolador. A dura realidade indica a desclassificação. E mesmo que o milagre venha a acontecer, os problemas do Grêmio não desaparecerão da noite para o dia. Com um time desses não se ganha Libertadores!

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Por outro lado, o Inter deve classificar. É claro que não existe “jogo jogado”, mas a equipe de Falcão é superior. O próprio Peñarol não leva fé no taco, tanto que deve poupar três titulares para o clássico do fim de semana pelo campeonato uruguaio.

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Com a provável classificação colorada e a quase certa eliminação gremista, infelizmente não teremos Gre-Nal na Libertadores.
O único problema para nós, gremistas, é que a droga da esperança só morre no final, depois do apito do juiz.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mais dois superclássicos

Pitter Ellwanger


O Inter tem um grupo superior e o Gauchão merece mais dois clássicos para decidir o título. Os colorados dominaram a maior parte do Gre-Nal deste domingo, mas não tiveram conclusões a gol na mesma proporção do tempo de posse de bola.
O Grêmio melhorou depois que Renato desfez a escalação inicial, uma loucura com três zagueiros e três volantes que nem Celso Roth seria capaz de tentar. Mas a reação só aconteceu, de fato, a partir da expulsão de Guiñazu, que deu uma de Borges e quase “entregou” o título da Taça Farroupilha ao maior rival.
O empate no tempo normal foi justo, assim como a conquista do Inter nos pênaltis. O Grêmio se ressentiu de Victor e Renan parece ter conquistado um lugar entre os 11 titulares de Falcão. A expectativa é a melhor possível para os próximos clássicos.

Quem leva?
“Clássico é clássico e vice-versa”, já dizia o filósofo...
Mas o Inter é favorito por ter um plantel mais qualificado. Apesar de decidir no Olímpico, o Grêmio tem convivido com muitos problemas de lesão e faltam opções ao técnico Renato Portaluppi.

Lamentável!
Totalmente sem propósito as acusações do dirigente Roberto Siegmann. Ele foi infeliz – para não dizer coisa pior – ao chamar o árbitro Márcio Chagas de mal intencionado. A expulsão de Guiñazu foi justa e, para mim, houve falta de Leandro Damião sobre o zagueiro no gol do Inter, o que não desmerece a vitória. E para combinar com o nível das manifestações do vice de futebol, eu diria que esse imbecil do Siegmann merece uma focinheira.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os reis do improvável

Pitter Ellwanger


Quem pode com Lionel Messi?
O Barcelona é um timaço, tem craques em todas as posições.
Mas Messi é gênio!
O segundo gol sobre o Real Madrid, nesta quarta-feira, tem a assinatura do jogador fora de série, que não nasce todo dia. Aliás, é muito difícil precisar de quanto em quanto tempo surgem os “reis do improvável”, como Pelé, Maradona e... Messi!
Sei que existem vários jogadores extraordinários em todas as épocas, mas neste momento não cabe nenhum outro tipo de comparação. O argentino descende de uma estirpe única, que não duvido seja de outro mundo – o mundo mágico da bola!
Para quem não vê Messi com esses olhos, o segundo gol fala por si; derruba qualquer resistência.
Se alguém pode com ele, eu não sei; mas que ele “pode” com todo mundo, não há o que discutir...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nada de novo na gangorra

Pitter Ellwanger


Nada mais justo do que voltar a escrever sobre futebol numa hora ruim – pelo menos para nós, gremistas. É fácil dar opinião na hora boa. O duro é analisar a triste realidade do momento, com o Grêmio quase fora da Libertadores 2011 depois da derrota em casa para o Universidad Católica. A expulsão inexplicável de Borges, que comprometeu a atuação da equipe ontem à noite, é apenas a ponta do iceberg nesta mal fadada temporada.
Desde a última coluna, em setembro do ano passado, o Inter perdeu para o “glorioso” Mazembe, o Grêmio conquistou uma classificação heroica para a Libertadores; mas, de fato, nada mudou na eterna gangorra do futebol gaúcho. Enquanto a direção colorada manteve seus principais jogadores e trouxe reforços do nível de Mario Bolatti, a direção tricolor perdeu o artilheiro Jonas e lotou o plantel com jogadores de quinta categoria.
É como dizem por aí: o que começa mal termina mal. Toda ilusão tem sua beleza, mas a razão impera no final. Na verdade, mesmo que às vezes surpreenda, o futebol está longe de ser uma “caixinha de surpresas”. Sem planejamento não há vitória e só torcida não ganha jogo. Aliás, nos últimos anos, a grande nação tricolor tem sido o único reforço de peso no Estádio Olímpico.
Agora, é rezar para não tomar uma “saranda” no Gre-Nal. Falando nisso, existe algum santo protetor da bola aérea???

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Uma rodada de afirmação

Pitter Ellwanger


Depois de um mês curando a dor de cotovelo por mais um título do Inter - e tendo que suportar a corneta sem fim dos amigos colorados -, volto a escrever num momento um pouco menos doloroso para nós, gremistas. A zona do rebaixamento aos poucos vai ficando para trás. Com 8 pontos de vantagem sobre o primeiro no Z-4, o Grêmio já consegue respirar sem aparelhos.
As vitórias contra Corinthians e Avaí mostram a equipe de Renato Portaluppi em um novo patamar de esperança. Porém, o vacilo contra o Palmeiras, dentro do Olímpico, pode ter afastado o Tricolor de ambição maior no Brasileirão. O jogo desta quarta-feira, contra o Flamengo de Silas, é mais uma oportunidade - quem sabe, a última - de buscar, de fato, uma afirmação neste campeonato. É notório que o time cresceu de rendimento, mas ainda vem oscilando, principalmente dentro do Olímpico, onde o Grêmio consolidou um longa invencibilidade no ano passado. Esse ano, ao contrário, já são quatro derrotas em casa. Portanto, vencer o Flamengo é fundamental para a confiança voltar.

Brasileirão e Mundial


Para o Internacional, a rodada do meio de semana também pode representar uma afirmação na corrida pelo título. Mesmo com o Mundial na cabeça, a boa sequência de resultados tem permitido ao Colorado seguir no páreo sem muito esforço. Se vencer o Atlético-PR fora de casa, tendo os retornos de Tinga e Giuliano, o Inter chegará com moral elevado para uma espécie de “final antecipada” no próximo domingo, contra o Corinthians, no Beira Rio. Esses dois jogos vão mostrar se vale a pena insistir no Brasileirão ou se já é hora de pensar no Mundial de Clubes 2010.