segunda-feira, 28 de junho de 2010

As musas da Copa

Pitter Ellwanger


Em campo, são 22 homens correndo atrás da bola, para deleite feminino. Marmanjo que se preza só quer saber de futebol e bola na rede; não está nem aí para a “sobrancelha” ou a “unha bem feita” do Cristiano Ronaldo... (será que ele é???)
Por isso, em época de Copa do Mundo, às vezes é bom desligar um pouco do jogo e mirar nas arquibancadas.
A torcida feminina vem dando um show de beleza na África do Sul - dinamarquesas e australianas que o digam...
Dinamarca e Austrália não foram bem na Copa, caíram logo na 1ª fase. Mas quando o assunto é mulher bonita, uma final entre esses dois países não seria nenhuma injustiça...

Quem pode com ela?

Ela não está na África. É do Paraguai!

Mas não tem nada de falsificada...

A modelo e atriz Larissa Riquelme, 26 anos, fez a alegria dos fotógrafos em Assunção, quando o Paraguai empatou com a Itália. As fotos da moça de belas feições e decote provocante - eu queria o “celular” dela - correram o mundo e ela foi apontada como a “namorada da Copa” pelo jornal espanhol Marca.

Nada mais justo...






quarta-feira, 23 de junho de 2010

Brasil cresce como favorito

Pitter Ellwanger


Gostem ou não do Dunga, uma coisa é inegável: o Brasil tem um grupo fechado e um padrão de jogo definido.
O que a Seleção Brasileira apresentou até agora não difere em nada do que se viu nas Eliminatórias e na própria Copa das Confederações. É um time que joga com força e objetividade, principalmente contra adversários mais qualificados.
Depois de duas rodadas, o Brasil cresce na condição de favorito. Na boa vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim, a seleção mostrou raça e brio - até o “santo” Kaká foi expulso.
Aliás, o camisa 10 canarinho aos pouco parece recuperar sua melhor condição e ainda pode bilhar nesta Copa.

Soy loco por ti, America
Vale destacar a participação das seleções sul-americanas.
Além de Brasil e Argentina, sempre candidatos ao título, o Uruguai também já está nas oitavas, enquanto que Paraguai e o supreendente Chile estão a um passo da próxima fase.

Agora o bicho vai pegar
A partir do mata-mata, a Copa ganha em emoção e mostra quem realmente pode chegar. É cedo para apostar, mas eu diria que nunca esteve tão perto uma final entre Brasil e Argentina...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Com a cara do Dunga

Pitter Ellwanger

O Brasil decepcionou quem esperava uma goleada acachapante contra a inexpressiva Coréia do Norte. Mas a vitória esquálida, por 2 a 1, não tem nada de surpreendente, ainda mais por ser estreia; ainda mais por ser a seleção do Dunga.
Foi uma vitória com a cara (amarrada) do técnico.
Não dá para esperar “show” deste time, principalmente contra adversários mais fracos. Felipão também sofreu na estreia em 2002, ano do penta, quando bateu a Turquia por 2 a 1.
Na prática, o que importa mesmo são os 3 pontos.
Além disso, é bom lembrar que a seleção de Dunga tem crédito. Conquistou a última Copa América, a Copa das Confederações e se classificou de forma antecipada nas Eliminatórias - coisa que nem o grande Felipão conseguiu. E vale destacar, ainda, que contra adversários considerados mais fortes, o Brasil já mostrou força, goleando a Itália e batendo los hermanos na Argetina.
Portanto, é cedo para crucificar técnico e jogadores. Aposto que a seleção deve jogar bem mais contra Costa do Marfim e Portugal.
Nossa única preocupação é com Kaká, que está descontado. E no grupo atual não há ninguém para substituí-lo.

Deu zebra...
Depois que a favorita Espanha estreou perdendo por 1 a 0 para a Suíça, a vitória do Brasil deve ser reconsiderada.
Das grandes seleções, apenas a Alemanha deu show.
França e Inglaterra decepcionaram, e a Itália foi a Itália.
Portanto, vamos com calma...

Pior média
A Copa de 90, na Itália, ficou marcada com a pior média de gols da história: 2,2 por partida. Mas a Copa da África tem tudo para superar essa marca negativa. Nos 16 jogos da primeira rodada, foram apenas 25 gols, média de 1,56 gol por partida. A primeira rodada da Copa de 1990 teve uma média de 2,25 por jogo.

domingo, 13 de junho de 2010

Será a Copa da Alemanha?

Pitter Ellwanger

Eu sei que a Copa da Alemanha foi em 2006, mas a Copa de 2010, na África do Sul, pode também ser a “Copa da Alemanha”. A seleção de Joachim Löw foi a única a empolgar neste primeiro fim de semana, com a goleada de 4 a 0 sobre o Austrália.
Com um futebol ofensivo, de bom toque de bola, a equipe alemã surpreendeu, deixando de lado aquele seu esquema burocrático característico. Graças, principalmente, ao quarteto formado por Özil, Podolski, Müller e Klose. A linha de frente da Alemanha é muito forte, joga de forma leve, com destaque para Özil, um meia clássico, de futebol refinado, extremamente técnico.
Aliás, vale destacar também a juventude do time alemão. A média de idade é a mais baixa em toda história da Alemanha nas Copas. Müller, por exemplo, tem apenas 20 anos, e o craque Özil, 21.

Seleção globalizada
Outro dado que chama atenção é que todos os 23 convocados pelo técnico Joachim Löw atuam no futebol alemão, mas nem todos nasceram na Alemanha. Entre os naturalizados, estão Podolski e Klose, que nasceram na Polônia; Özil e Khedira, que são turcos; e o brasileiro Cacau (foto), que até marcou gol.

Vem mais por aí...
A Alemanha empolgou de verdade, mas a Argentina também merece destaque, até porque enfrentou a Nigéria, um adversário teoricamente mais forte do que a Austrália. Messi estreou bem, dando pinta de que pode bilhar na seleção e na Copa.
Dos chamados “grandes”, a Inglaterra não justificou a condição de favorita, enquanto que França e Uruguai decepcionaram.
Agora, é esperar para ver Holanda e Itália, que jogam nesta segunda, e Brasil e Espanha, que estreiam terça.

O fiasco da dupla Gre-Nal

Pitter Ellwanger

Grêmio e Inter chegaram na parada da Copa muito mal das pernas. Pelo grupo de jogadores que as duas equipes têm, a participação no Brasileirão 2010 é um grande fiasco até aqui.
Não tem explicação o Tricolor ser 13º (8 pontos) e o Colorado amargar a 16ª colocação (7), encostado na zona da degola. Em 21 pontos disputados, só conquistaram pouco mais de 30%.

Zaga é o maior problema
É de arrancar os cabelos a forma bisonha como o Grêmio perdeu gols contra o São Paulo, deixando escapar uma chance de ouro para subir na tabela. Além disso, o que sempre foi uma virtude tricolor nos últimos anos, virou um enorme pesadelo.
O setor defensivo é piada. Rodrigo até parecia bom zagueiro, mas é um baita furão. “Ozeia”... bom, com esse nome fica difícil... E do jeito que a coisa vai, será mais um ano de esperanças frustradas.

E agora, com Celso Roth
Pelo lado colorado, a situação não é melhor. Apesar de estar na semifinal da Libertadores, o time está longe de engrenar. E o pior: a maioria da torcida ainda terá que digerir a escolha de Celso Roth para comandar a equipe no restante da temporada. É claro que tudo pode acontecer, até porque faltam apenas quatro jogos para o sonhado bi da América. Mas não há muita esperança...
O jeito é esperar a Copa passar e torcer para que esta parada obrigatória provoque milagres no Olímpico e no Beira Rio.


A propósito
Tem coisa pior do que ver o Inter ser bicampeão da América?
Pior que tem: Ser bicampeão da América com o Celso Roth...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

É tempo de reavaliações

Pitter Ellwanger

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra...
O time do Grêmio não é tão ruim como indicam os últimos resultados. Mas também não é um time pronto e tão bom como alguns ingenuamente chegaram a pensar.
Quem sabe a eliminação na Copa do Brasil traga um pouco de “pé no chão” aos dirigentes e à comissão técnica.
A depressão “pós-Santos” é compreensível e deve servir de alerta à convicções equivocadas. Claro que não é hora para “terra arrasada”, mas o Grêmio precisa lamber as feridas a tempo de não naufragar no Brasileirão. A direção fez sua parte, buscou alternativas no início do ano. O único pecado - e aí boa parcela de culpa recai sobre o treinador - é a insistência em “jogadores passados”, como Hugo, Leandro e Fábio Rochemback.

Fica a dúvida:
O Grêmio consegue se reerguer ou vai afundar de vez?


O Internacional também vive um momento de reavaliações, principalmente do seu treinador. A classificação heróica contra o Estudiantes na Libertadores dá moral, serve como ingrediente motivador, mas não pode mascarar a realidade.
O time de 2010 ainda não inspira confiança, parece não ter padrão de jogo definido. As duas derrotas em casa pelo Brasileirão servem de alerta. Se as semifinais da Libertadores fossem antes da Copa, é provável que o Inter fosse eliminado pelo São Paulo.

Fica a dúvida:
A parada da Copa pode colocar o time do Inter nos trilhos?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Que jogo, meus amigos!

Pitter Ellwanger

Foi o jogo do ano, sem dúvida!
Grêmio e Santos deram um show de futebol, com tudo que tem direito: muitos gols, belas jogadas, grandes defesas e lances geniais. Sem contar a virada eletrizante do Tricolor, que em apenas 20 minutos fez quatro gols e venceu por 4 a 3.
Sob a ótica de quem aprecia o esporte, foi um jogaço como há tempos não se via. Um verdadeiro espetáculo! Mas o torcedor gremista, que saiu de alma lavada com a reação da equipe, sabe que os três gols do Santos no Olímpico exigem outra atuação histórica e heróica na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.
O Grêmio foi sensacional. Ponto! Mas aquele terceiro gol do Robinho pode ter sido fatal. Ao Santos, uma vitória simples basta para chegar na final da Copa do Brasil. E os “Meninos da Vila” marcam gols em todos os jogos. O detalhe é que o Grêmio também vem marcando muitos gols, e a promessa é de outro grande jogo na próxima semana. O técnico Silas só não pode querer armar uma retranca para jogar pelo empate. Tem que entrar em campo para ganhar, pois só assim terá chance de chegar na decisão.

Em quem apostar?
Não sei! É outro jogo imprevisível!

Apesar da vitória gremista, o clima de favoritismo é todo do Santos, que terá a volta de Neymar. Olhando assim, parece quase impossível segurar a máquina santista na Vila Belmiro.
Mas é bom lembrar que o Tricolor é IMORTAL...


Vitória no final

Em um jogo encardido, como se previa, o Inter conseguiu a vantagem sobre o Estudiantes nos minutos finais. Foi 1 a 0, pode parecer pouco, mas é uma vitória sem tomar gols em casa, e mesmo perdendo por um de diferença na semana que vem, o Inter no mínino disputará a vaga nos pênaltis. E pelo o que a equipe apresentou ontem, dá para dizer que ficou de bom tamanho.