segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Doce ilusão

Pitter Ellwanger

Não cabe mais esperança neste Brasileirão.
O Grêmio é um time médio e sem reforços não vai passar dali, de uma posição intermediária na tabela.
Arrisco dizer que o ano já se perdeu.
Até agora, só valeu a pena pela vitória no Gre-Nal do Centenário. E isso, sinceramente, é muito pouco, para não dizer irrisório.
O Grêmio é um compêndio de equívocos, a começar pela falta de planejamento de uma direção muito pouco ambiciosa. Dizer que o principal reforço será manter o grupo atual é uma piada, a justificativa do fracasso anunciado na temporada.
A campanha no Brasileirão é o retrato fiel do Grêmio de 2009: uma ilusão no Olímpico confrontada com a realidade longe dele. Aliás, o torcedor gremista tem sido vítima de um grande golpe de ilusionismo. Primeiro, acreditou no improvável tri da América, e agora vai viver a esperança de chegar no G-4. Como a esperança é a última que morre, esse martírio deve durar até dezembro.
Mas para não piorar essa segunda-feira que continua com chuva e muito frio, é bom se ocupar de coisas “mais amenas”, na doce ilusão de que dias melhores virão.
E a minha contribuição para trazer um pouco de sol e calor é Rafaela Fernandes, representante do Grêmio no concurso Musa do Brasileirão. Que saudade do verão...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um time improvável

Pitter Ellwanger

O Grêmio é o time das situações improváveis.
Nem lembro aqui da Batalha dos Aflitos, que entra na categoria do “épico”, do “inacreditável”, do “imortal”.
A minha referência são aqueles jogos teoricamente normais que viram confrontos atípicos - seja para o bem, seja para o mal. Do tipo: quando tem tudo para dar certo, dá errado; ou quando tem tudo para dar errado, aí é que dá errado mesmo.
A campanha do Grêmio no Brasileirão é cheia improbabilidades. O mesmo time que fez 3 a 0 no Corinthians campeão da Copa do Brasil e derrotou o Inter por 2 a 1 no Gre-Nal do Centenário, perdeu para o fraco Coritiba e o modesto Avaí - mesmo com um jogador a mais em quase todo o segundo tempo - e tem míseros 4,8% de aproveitamento longe do Estádio Olímpico.
O jogo contra o Cruzeiro tinha tudo para entrar neste contexto. Aos 6 minutos do segundo tempo o Grêmio ficava com dois jogadores a mais em campo e perdia por 1 a 0.
Felizmente, a equipe cumpriu sua obrigação e goleou.
Mas - e tem sempre um “mas” - o time apresentou o velho problema desta temporada: desperdício de gols. Antes de marcar quatro, o Tricolor perdeu pelo menos meia dúzia.

E isso não é tudo...
Na quinta outro fantasma volta a atormentar o Grêmio de 2009: jogo fora de casa. Pelo retrospecto recente, eu diria que são favas contadas. Ainda mais que o adversário é o líder Palmeiras.
Mas... - já disse, sempre tem um “mas” - é bom não esquecer que o Grêmio é o time das situações improváveis...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Assim não dá mais!

Pitter Ellwanger

Cansei.
Não vale a pena mais nenhum comentário a respeito do time do Grêmio - pelo menos quando o jogo é fora de casa.
A derrota para o São Paulo mostrou que infelizmente a torcida tricolor não pode esperar muita coisa no Brasileirão além de uma posição intermediária na tabela.
Perder para o São Paulo no Morumbi não chega a ser um fiasco; é até normal. O que não dá para admitir é um time que perdeu seis dos sete jogos longe do Olímpico. Isso sim é fiasco para um clube do porte do Grêmio, que tem a obrigação de pelo menos lutar por uma vaga na Libertadores. No entanto, nesse embalo fora de casa, é melhor tirar o cavalo da chuva.

Enquanto isso...
O Inter, apesar da crise, segue bem colocado, com boas chances de brigar pelo título. Tudo vai depender do chamado “trabalho de vestiário”. É hora da direção entrar (de sola) em cena, como bem faz - e já fez - Fernando Carvalho. No jogo contra o Barueri, o time repetiu erros, mas já mostrou outra cara.
Aliás, é isso que falta no Grêmio.
A direção tricolor parece omissa. Falta pulso firme!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Semana de decisão

Pitter Ellwanger

O Brasileirão 2009 ainda está longe do fim, mas a dupla Gre-Nal vive uma semana de decisões particulares. Tanto Grêmio quanto Internacional enfrentam situações que podem ser determinantes para seu futuro - bem próximo - dentro da competição.

O Inter corre contra o tempo para estancar uma crise que parece não ter fim. Aliás, a saída de Nilmar é um indicativo de que o que está ruim, ainda pode piorar.
O badalado esquema tático de toques rápidos e muitos gols virou um amontoado de erros e fracassos individuais. É claro que no futebol ninguém é imbatível, mas a queda vertiginosa do desempenho colorado ainda é um grande mistério.
O fato é que o Inter precisa desesperadamente da vitória contra o Barueri na quarta-feira. Um simples empate será motivo para mais “terra arrasada”. A recepção “calorosa” na volta da delegação do Rio de Janeiro indica que a paciência do torcedor já foi pro espaço faz muito tempo.
E assim como o Grêmio demorou para achar um treinador para o lugar de Celso Roth, o Inter no momento também não teria opções à altura da sua exigência para substituir Tite.
Lembrem-se: Muricy já está empregado!!!
Portanto, só a vitória interessa contra o perigoso Barueri.

Com o Grêmio, a situação não é diferente: só a vitória interessa. Eu sei que as circunstâncias são outras. Paulo Autuori não está com o cargo ameaçado. O que anda sob sérias ameaças é a ambição tricolor no campeonato.
O Grêmio, de apenas 5,5% de aproveitamento nos jogos longe do Olímpico, terá sua primeira decisão nesta quinta-feira, contra o tricampeão São Paulo, no Morumbi. A sexta derrota em sete jogos fora de casa seria a conclusão de que o time não pode almejar nada além de uma Sul-Americana.
A exigência do adversário será maior do que foi contra Coritiba e Avaí, que integram o bloco dos que apenas lutam para se manter na primeira divisão. Por isso, a postura do Grêmio também terá de ser muito diferente do que foi até aqui.
Um empate com bom futebol até que não seria mal resultado, não fosse a sequência espinhosa que o Grêmio terá pela frente depois do São Paulo: Cruzeiro (C), Palmeiras (F), Barueri (F) e Flamengo (C). Ou seja: se quer algo além do 8º lugar de hoje, o Grêmio também precisa desesperadamente da vitória na quinta-feira.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vai entender o futebol...

Pitter Ellwanger

Tudo bem, nem sempre o futebol obedece a lógica...
Mas assim já é demais!
A atuação do Grêmio em Florianópolis não tem explicação.
Quem viu o jogo de ontem tem a impressão de que a goleada sobre o Corinthians foi um acidente (grave) de percurso e que a vitória no Gre-Nal não passou de golpe de sorte. Foi ridículo, enfadonho, sofrível, constrangedor... Quase faltam adjetivos para desqualificar a postura do time contra o Avaí.
Por sorte - ou incompetência do juiz, que era muito fraco - ontem não teve expulsão. Mas o Grêmio voltou a mostrar instabilidade emocional num jogo longe do Olímpico. Sem falar no naufrágio técnico coletivo. Para ficar no exemplo mais emblemático, a atuação de Tcheco foi medonha. No segundo tempo, o capitão chegou a enfileirar uma sequência de passes errados e bolas perdidas. O volante Adílson e o goleiro Victor - como sempre - talvez sejam os únicos que não tenham responsabilidade sobre o fiasco tricolor no Estádio da Ressacada.
Depois de ontem, chego a pensar que não entendo nada de futebol. Esse time derruba qualquer comentarista. Só espero que tenha sido “apenas” o pior jogo do Grêmio na temporada e que as coisas melhorem já no sábado, quando - “graças a Deus”- o jogo é no Olímpico. Aliás, por falar nisso, já decidi: não vou mais perder tempo olhando o Grêmio quando a partida é fora de casa.
Afinal, o resultado todo mundo já sabe.
Em 6 jogos, são 5 derrotas e 1 empate. Ninguém merece!


E a crise do Inter?

Pensei que tinha ido pro espaço ontem à noite.
Com 2 a 0 no primeiro tempo e o time voltando à liderança do Brasileirão 2009, a impressão era de que a turbulência estava passando. Mas o segundo tempo mostrou que a crise colorada não tem nada de passageira.
Ainda assim, olho aquela maldita tabela e vejo que o Inter segue em terceiro lugar, na zona de classificação para a Libertadores, enquanto que o Grêmio é apenas o 8º colocado.
Vai entender o futebol...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O legítimo Gre-Nal do Século

Pitter Ellwanger

Deu Grêmio no ÚNICO e LEGÍTIMO Gre-Nal do Século.
O Tricolor quebrou um jejum de sete jogos sem vitória no maior clássico brasileiro e deixou a instabilidade lá pelos lados do Beira Rio. Se a gente parar para pensar, há duas semanas diziam que Inter e Corinthians eram os melhores times do país e que a final da Copa do Brasil seria uma espécie de “tira-teima”.

Pois bem: na semana passada, atropelamos o Corinthians, e ontem despachamos os “moranguinhos”.
Portanto, não preciso dizer mais nada...

Os amigos colorados que me perdoem,
mas a flauta é fundamental.

O Grêmio não poderia perder o quinto Gre-Nal seguido.
Além de desaforo, seria uma injustiça.
Apesar de repetir o erro de clássicos anteriores no gol colorado, ontem o Tricolor mostrou que respira novos ares.
Inegavelmente, o ambiente é outro no Olímpico.
O time começa a engrenar, tem um padrão de jogo definido e a sequência do trabalho já aponta para uma afirmação. É cedo para prever até onde o Grêmio pode chegar no Brasileirão 2009, mas o caminho parece bem traçado.
Paulo Autuori não é um mago de bola, e possivelmente vai cometer erros mais adiante. No entanto, é justo destacar uma qualidade do treinador gremista: a arte de simplificar.
Já o Inter, ainda padece do mau momento. Por mais que o clube se esforce, é difícil restabelecer a ordem perdida sem uma ação mais efetiva, um chamado “fato novo”. O Inter não consegue se reencontrar. A posição na tabela ainda é boa, mas nada mudou no ambiente colorado. E isso preocupa a torcida. Jogadores como Taison e D’Alessandro estão sucumbindo. A crise é coletiva, mas é na individualidade que se concentra o problema.
Como não tenho nada a ver com isso, insisto na campanha:
FICA TITE!!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eu avisei...

Pitter Ellwanger

Nada é definitivo no futebol.
Eu avisei que é preciso cautela, pois o santo ainda é de barro!
Na segunda-feira, o Grêmio surgia como “grande favorito” para o clássico de domingo, enquanto que no Beira Rio o clima era de terra arrasada. Mas bastou a rodada do meio de semana para desmentir certas tendências.
Em primeiro lugar, o Inter não deixou de ser um bom time. É verdade que o grupo colorado vive um período de crise técnica. A boa vitória sobre o Fluminense, no entanto, não só recolocou o Inter na liderança, como começa a estabilizar a turbulência pelos lados do Beira Rio. Tite, por exemplo, ganhou sobrevida.
Em segundo lugar, o Grêmio ainda está longe de brigar pela ponta da tabela. É notório o crescimento da equipe, que já apresenta um padrão de jogo consistente, com boa resposta do trabalho de Paulo Autuori. Mas o Tricolor ainda carece de qualidade no seu grupo de jogadores. E isso ficou evidente na derrota para o Coritiba. A bobagem de William Thiego, que provocou uma expulsão injustificável e prejudicou o desempenho da equipe no segundo tempo, demonstra a necessidade urgente de reforços.
Detalhe: Foi a 6ª expulsão no Grêmio em apenas 11 rodadas. E quase todas de forma infantil, desnecessária.

E agora?
O Inter voltou a ser favorito?
O Grêmio vai como azarão?
Nada a declarar!

Gre-Nal é um campeonato à parte.
E o futebol, ao contrário de qualquer outro esporte, ensina que uma tendência é apenas uma tendência.


Deu Estudiantes
Eu nunca duvidei da força do Estudiantes.
É só lembrar a dificuldade imposta pelos argentinos na final da Copa Sul-Americana contra o Inter, no ano passado. O time de Veron jogou muito mais do que o Cruzeiro em La Plata e no Mineirão. O título da Libertadores 2009 é merecidíssimo.
Os mineiros acharam um gol no início do segundo tempo, mas nem isso abalou a tranquilidade dos hermanos, que seguiram tocando a bola e conquistaram a virada. O Cruzeiro, ao contrário, era puro nervosismo. Pena por Adílson Batista, o grande Capitão América. Mas confesso que torci pelo Estudiantes.